domingo, 30 de setembro de 2012

Austeridade porque e para que?

A austeridade é o melhor caminho para os países que passam por crise de desemprego, renda, mitigam os efeitos positivos da Economia e tornam o nível de vida de seus cidadãos gradativamente pior? De fato a melhor opção, ou a mais viável seria cortar os gastos. É o lógico a se pensar quando você gasta mais do que ganha certo? Mas para uma nação, para uma economia integrada a uma moeda que têm em seus ideais de desenvolvimento e bem estar sociais os gastos públicos em educação, seguridade, saúde e comércio cortar esses fatores é crucialmente desastroso. Então o que há de errado com a prescrição de gastos como o remédio para os males da Europa?



A resposta é que a confiança não existe! A afirmação de cortar os gastos do governo de alguma forma incentivam os consumidores e empresas a gastar foram mais do que refutadas pela experiência dos últimos dois anos. Assim os cortes de gastos em uma economia deprimida apenas fazem a depressão mais profunda. Há uma resposta, o ponto é que ninguém no rígido sistema imposto pela Banco Central Europeu está disposto em admitir - seria quebrar o euro, a moeda comum da Europa. A Europa não estaria nessa correção de rumos se a Grécia tivesse sua dracma, a Espanha sua peseta, a Irlanda sua punt e assim por diante... O que a Grécia e a Espanha teriam o que no momento não tem? A resposta é simples, uma forma rápida de restaurar o custo de  competitividade das exportações, ou seja, desvalorização.

No entanto, quebrar o euro seria altamente perturbador, representaria uma catastrófica derrota para o " projeto europeu", o esforço a longo prazo para promover a paz, a democracia através de uma maior integração.


The New York Times - coluna Paul Krugman;
The future of the history; A democracia liberal precisa de reformas - Francis Fukuyama





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